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Aula 37 - Como se defender de obsessores

Nessa aula você aprenderá como se defender de obsessores, entender afinidade vibracional e fortalecer consciência, perdão e proteção.

Prof. Tibério Z

Por Prof. Tibério Z

Para falar sobre defesa contra obsessores, primeiro precisamos rever os nomes que usamos. Encostos, sombras do mal, seres das trevas e gente do mal são expressões carregadas de julgamento. Elas criam medo e aumentam a sensação de separação.

O problema começa quando quem estuda espiritualidade se sente superior aos outros. A pessoa acha que, por estudar temas espirituais, virou um ser evoluído, escolhido, iluminado ou enviado para espalhar luz no planeta.

Essa é uma das maiores armadilhas da espiritualidade. Quando o ego se sente superior, passa a olhar obsessores como seres inferiores que precisam ser expulsos, castigados ou destruídos. E essa postura já começa desequilibrada.

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Obsessores também são consciências em processo

Obsessores não são seres fora da criação. São consciências, muitas vezes desencarnadas, que carregam medo, raiva, mágoa, desejos, traumas, egos desequilibrados e dores internas. Eles não são tão diferentes de nós quanto gostamos de imaginar.

Quando colocamos obsessores no lugar de seres malignos e nós no lugar de seres bons, criamos uma divisão infantil. Essa divisão vem de uma ideia religiosa de bem e mal, mas não ajuda a compreender o processo metafísico.

O caminho mais profundo é entender que todos somos luz e sombra. Todos temos momentos de criação e momentos de destruição. Todos carregamos impulsos elevados e impulsos densos. A diferença está no quanto conseguimos equilibrar essas forças.

Bem e mal são julgamentos do ego

A ideia de bom e mau cria muitos conflitos internos. Ninguém quer ser visto como mau. Por isso, a pessoa justifica suas ações, diz que sua intenção era boa e tenta escapar da culpa de ter destruído algo.

Mas, em termos metafísicos, existem duas forças fundamentais: criação e destruição. Em alguns momentos, estamos criando. Em outros, estamos destruindo. Podemos destruir amizades, projetos, relações, cidades, corpos, ideias e até planetas inteiros.

Também podemos criar relacionamentos, caminhos, projetos, comunidades, cura, aprendizado e vida. Essas forças não estão separadas de nós. Yin e yang caminham juntos. Em certos momentos criamos, em outros destruímos, consciente ou inconscientemente.

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Criação e destruição fazem parte da existência

Não existe criação sem destruição. Muitas vezes, uma floresta precisa queimar para outra nascer. Uma fase da vida precisa terminar para outra começar. Um personagem antigo precisa morrer para que uma consciência mais madura apareça.

Por isso, obsessores não devem ser entendidos apenas como inimigos. Eles podem participar da força de destruição, mas essa força também empurra a consciência para amadurecer. O incômodo que provocam obriga a pessoa a olhar para si.

Quando compreendemos isso, a defesa contra obsessores deixa de ser guerra espiritual infantil. Ela passa a ser desenvolvimento de consciência. O ponto central deixa de ser expulsar o outro e passa a ser elevar a própria frequência.

O pior obsessor pode estar encarnado

O pior tipo de obsessor não é necessariamente o desencarnado. Muitas vezes, o pior obsessor é o encarnado. E isso inclui todos nós. Qualquer pessoa pode obsediar outra por pensamento, desejo, raiva, inveja, perseguição ou intenção negativa.

A partir do momento em que desejamos que alguém se prejudique, sofra, perca tudo ou se dê mal, emitimos formas-pensamento. Essas frequências seguem até o campo vibracional da pessoa e criam uma ligação energética.

Como estamos na mesma dimensão física, essa influência entre encarnados pode ser muito forte. Dois campos vibracionais na mesma faixa se tocam com facilidade. Por isso, os encarnados podem ser obsessores muito mais intensos do que imaginamos.

A obsessão começa quando emitimos formas-pensamento negativas

Quando ficamos pensando repetidamente em alguém com raiva, inveja, rancor ou desejo de vingança, criamos formas-pensamento. Essas formas se alimentam da repetição mental e podem alcançar o campo energético da outra pessoa.

Esse vínculo pode ser entendido como uma ligação vibracional profunda. A pessoa que emite pensamento negativo fica conectada à pessoa que recebe. Mesmo sem perceber, as duas consciências passam a trocar frequências dentro desse laço.

Por isso, toda defesa contra obsessores também começa em não obsediar os outros. Aquilo que emitimos volta. As frequências que lançamos permanecem ligadas à nossa origem e retornarão em algum momento da existência.

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Karma também pode ser entendido como retorno vibracional

Quando emitimos frequências negativas, elas carregam nossa assinatura. Em algum momento, essas frequências retornam. Isso ajuda a compreender o karma de forma simples: aquilo que vai, volta; aquilo que plantamos, colhemos.

Não se trata de castigo. É uma dinâmica vibracional. A frequência emitida pertence a quem a criou. Se alguém gerou ódio, perseguição ou destruição, essa energia continuará ligada ao seu campo até encontrar caminho de retorno.

Por isso, desejar mal a alguém é se prender a essa pessoa. A defesa contra obsessores passa por cortar a própria emissão negativa. Quanto menos alimentamos ódio, menos laços de obsessão criamos com outras consciências.

Existem obsessores inocentes por afinidade

Uma categoria mais suave são os obsessores inocentes. Eles não querem necessariamente destruir ninguém. Aproximam-se por afinidade vibracional. Gostam de uma frequência, encontram alguém encarnado que emite essa frequência e passam a acompanhar essa pessoa.

Um exemplo simples é o álcool. Uma pessoa vai ao bar uma vez, bebe e encontra desencarnados ligados àquela vibração. Até aí, pode ser apenas uma troca de ambiente, como pessoas que se aproximam por gosto comum.

O problema começa quando a pessoa vai todos os dias. O desencarnado percebe aquela repetição, começa a criar vínculo, acompanha o encarnado e passa a participar daquele hábito. Surge uma espécie de amizade vibracional.

O vínculo por afinidade pode parecer amizade

Assim como frequentadores de um bar criam laços entre si, desencarnados também podem criar laços com encarnados. Eles acompanham, absorvem a frequência da bebida e passam a se sentir parte daquele grupo.

Isso não acontece apenas com bebida. Pode acontecer com música, pintura, comida, prazer, tristeza, raiva ou qualquer desejo repetido. Seres que se afinam com aquela frequência se aproximam porque querem participar daquele campo.

Nem todo acoplamento é negativo. Um músico pode receber inspiração de um desencarnado que ama música. Um artista pode atrair consciências ligadas à arte. A questão é se a ligação aumenta consciência ou aprisiona.

Quando a pessoa muda, o obsessor inocente resiste

A resistência aparece quando a pessoa decide mudar. Se alguém frequentava o bar todos os dias e resolve parar de beber, os amigos encarnados podem estranhar. Os desencarnados ligados àquela vibração também podem sentir a perda.

Então começam pensamentos: vamos ao bar, só hoje, seus amigos estão lá, você merece beber. A pessoa já enfrenta a dependência química e vibracional, mas também precisa vencer formas-pensamento externas estimulando o retorno ao hábito.

Se a decisão é firme, com o tempo esse obsessor percebe que não haverá mais abertura. Ele se afasta e busca outra pessoa em frequência semelhante. Por isso, disciplina e constância são formas reais de defesa contra obsessores.

Obsessores vingativos nascem de laços antigos

Outra categoria é a dos obsessores vingativos. Eles surgem de feridas profundas, muitas vezes atravessando vidas. Uma consciência prejudicou outra, causou dor, destruição ou morte, e a vítima desencarnou presa ao ódio.

Imagine alguém que teve sua casa incendiada com a família dentro. Essa consciência pode carregar raiva por muito tempo. Em vez de seguir, passa a perseguir quem causou o sofrimento, tentando devolver a dor recebida.

Nesse caso, a obsessão não surgiu do nada. Houve uma história, uma causa, um laço de ódio. A defesa contra obsessores vingativos passa por compreender que nem sempre somos vítimas inocentes no processo.

A vingança cria círculos que podem durar muitas vidas

A vingança cria um ciclo difícil. Um prejudica o outro, o outro responde, depois o primeiro revida novamente. Esse movimento pode continuar por muitas vidas, com as consciências se encontrando em diferentes papéis e relações.

Os mentores muitas vezes tentam reorganizar esses laços. Podem aproximar duas consciências como mãe e filho, irmãos, parceiros ou familiares, esperando que o vínculo afetivo dissolva o ódio antigo. Nem sempre dá certo na primeira tentativa.

Às vezes, essas relações ficam difíceis justamente porque existe uma história energética anterior. Uma mãe quer destruir o filho, o filho quer destruir a mãe, e o conflito revela uma tentativa profunda de reconciliação ainda mal resolvida.

O perdão dissolve laços de obsessão

O perdão é essencial porque rompe o ciclo da vingança. Enquanto uma consciência quer cobrar e a outra quer reagir, as duas continuam presas. O ódio funciona como corrente vibracional ligando uma à outra.

Muitas vezes, o perdão não acontece rápido. Pode levar vidas até que as consciências se cansem da dor. O universo vence pelo cansaço. Depois de repetir ódio por muito tempo, a pessoa finalmente deseja paz.

A defesa contra obsessores vingativos não depende apenas de expulsão. Depende de perdão, entendimento, responsabilidade e encerramento interno. Quando a pessoa para de alimentar a guerra, o laço começa a perder força.

O plano astral também possui grupos e hierarquias

O plano astral, especialmente nas regiões mais densas, possui estruturas parecidas com as da Terra. Existem grupos, facções, disputas, lideranças, territórios, escravização mental e consciências tentando dominar outras consciências.

Isso acontece porque o ego continua após a morte. A pessoa desencarna, mas ainda carrega desejos, medos, poder, controle, raiva, ignorância e padrões semelhantes aos que tinha na vida física.

Quanto mais próxima da crosta terrestre é a frequência, mais parecida com a Terra a estrutura tende a ser. Conforme a consciência sobe de frequência, a necessidade de controle e disputa começa a se dissolver.

Existem obsessores escravizados por grupos densos

Alguns obsessores não trabalham por vontade própria. Desencarnam em frequência densa, chegam a regiões pesadas e são capturados por grupos mais organizados. Como estão confusos, assustados e ignorantes, tornam-se presas fáceis.

Esses grupos ameaçam, torturam mentalmente e dizem que destruirão familiares se a consciência não obedecer. O desencarnado, ainda ligado à família e sem compreender o plano astral, aceita trabalhar para esses líderes.

Então ele é enviado à crosta terrestre para buscar ti, prana ou energia densa. Não atua por maldade consciente, mas por medo, coerção e ignorância. Também precisa de ajuda e resgate espiritual.

Ti, prana e ectoplasma são moedas energéticas

No universo, a verdadeira moeda é energia. Ti, prana e ectoplasma são formas de energia muito valorizadas em regiões densas. Encarnados possuem energia mais próxima da matéria, por isso atraem consciências que precisam dessa frequência.

O paradoxo é que o ti está em tudo. A energia do Criador está disponível no ar, na natureza e em todas as frequências. Mas consciências densas têm dificuldade de captar energia mais sutil, porque vibram muito baixo.

Por isso, buscam energia densa nos encarnados. Quando encontram alguém em frequência semelhante, acoplam o campo, retiram energia e levam para seus grupos. A defesa contra obsessores começa quando a frequência deixa de combinar com eles.

Obsessores estagiários procuram frequência baixa

Os obsessores mais simples, chamados aqui de estagiários, procuram oportunidades fáceis. Eles não criam grandes estratégias. Apenas caminham por ambientes densos e se aproximam de pessoas em briga, tristeza, vício, raiva, mágoa ou descontrole.

Se a pessoa está em uma frequência parecida, o acoplamento acontece. É como uma estação de rádio. Quem vibra em uma faixa capta frequências semelhantes. Se o obsessor está em 89.1 e a pessoa em 89.1, há conexão.

Se a pessoa eleva um pouco a frequência, esse contato fica mais difícil. Não é moralismo, é sintonia vibracional. Quem muda de faixa deixa de ser captado com facilidade por consciências presas à faixa anterior.

Obsessores profissionais conhecem o campo humano

Há obsessores mais profissionais. Eles não apenas aproveitam situações prontas. Escolhem pessoas, acompanham padrões, observam pontos fracos e transformam certos encarnados em fontes regulares de energia, como galinhas de ovos.

Esses obsessores sabem acoplar o campo, enviar formas-pensamento, estimular memórias, acessar traumas e tocar chakras específicos. Eles conhecem os pontos onde a pessoa perde energia, baixa a frequência e fica mais vulnerável.

Quando alguém tenta elevar a frequência, eles intensificam o ataque mental. Enviam ciúmes, medo, desconfiança, culpa, lembranças dolorosas e pensamentos repetitivos. A intenção é derrubar novamente a pessoa para a faixa em que conseguem atuar.

A atenção plena é parte da defesa contra obsessores

Atenção plena é fundamental porque muitos ataques acontecem no campo mental inferior. Se todo pensamento que aparece na cabeça é aceito como próprio, a pessoa vira porta aberta para influência obsessiva.

O obsessor pode repetir: sua esposa está te traindo, seu amigo te enganou, você está doente, todos querem te prejudicar. Se a pessoa compra essas ideias sem observar, começa a sentir, reagir e vibrar naquela direção.

Por isso, a defesa contra obsessores exige vigiar pensamentos. Não é ficar com medo da mente, mas perceber: esse pensamento combina comigo? Ele me eleva ou me derruba? Devo alimentar ou deixar passar?

Obsessores avançados podem parecer mentores

Quando a pessoa já se trabalha, medita, faz terapia, pratica yoga e aprende a vigiar a mente, certos ataques simples perdem força. Nesse ponto, podem aparecer influências mais sutis, difíceis de identificar.

Esse tipo de obsessor não aparece como inimigo. Pode parecer amigo, mentor ou guia. Ele não ataca com medo evidente, mas alimenta o ponto fraco da pessoa, como orgulho, vaidade, dinheiro, poder ou superioridade espiritual.

Ele pode estimular: sua palestra é melhor, você é especial, você é mais espiritual, você merece mais reconhecimento. Aos poucos, o ego infla, a pessoa se perde e a frequência cai sem perceber.

O orgulho espiritual é uma porta perigosa

O orgulho espiritual é uma das brechas mais perigosas. A pessoa começa bem, trabalhando, estudando, ajudando e buscando equilíbrio. Depois passa a se achar superior, escolhida, blindada, mais evoluída ou mais importante que os outros.

O obsessor avançado trabalha como água entrando na areia. Não força a porta. Entra lentamente. A pessoa não percebe que deixou de buscar consciência e passou a buscar status, aplauso, dinheiro, domínio ou validação espiritual.

A defesa contra obsessores, nesse nível, exige humildade constante. Quanto mais alguém cresce espiritualmente, mais precisa olhar para o ego. O orgulho derruba com aparência de crescimento, e por isso é tão difícil de identificar.

Existem líderes que fogem da reencarnação

Nas regiões astrais densas, há líderes que organizam grupos, dominam territórios e comandam obsessores menores. Muitos fogem da reencarnação porque sabem que, ao reencarnar, o ego antigo será resetado e a estrutura de domínio será quebrada.

Esses líderes criam estratégias para permanecer no astral, escondendo-se e sustentando suas organizações. Em alguns momentos, mentores atuam para interromper essas estruturas, retirando líderes e conduzindo-os a processos reencarnatórios.

Não se trata de uma batalha simplista entre bem e mal. É uma tensão constante entre criação e destruição, luz e sombra, controle e libertação. A vida tenta recolocar cada consciência no caminho de aprendizado.

Obsessores podem ser grandes mestres

Árvore que não pega vento não cria raiz. Essa frase ajuda a entender o papel dos obsessores. Eles nos cutucam, provocam, derrubam e mostram exatamente onde ainda somos fracos, reativos, orgulhosos, medrosos ou desorganizados.

Se eles não existissem, talvez muita gente permanecesse na zona de conforto. Como eles nos pressionam, só temos duas opções: elevar a frequência vibracional ou continuar sofrendo as mesmas influências.

Por isso, obsessores podem ser vistos como mestres duros. Eles não ensinam com carinho aparente, mas com pressão. Mostram nossas brechas, nossos vícios, nossas sombras e nossos pontos frágeis.

A resposta mais forte pode ser o amor

Diante de um obsessor, a reação comum é medo, raiva ou tentativa de expulsão. Mas existe outra resposta: reconhecer que ele também é Deus, também é consciência e também está esquecido da própria origem.

Quando alguém diz a um obsessor “eu te amo, você também é Deus”, pode desarmar a agressão. Não porque seja uma frase mágica, mas porque quebra a lógica de guerra, medo e superioridade.

Essa postura não é ingenuidade. É força vibracional. Amor não significa permitir tudo, mas enxergar além da forma destrutiva. O obsessor pode estar atuando na destruição, mas continua sendo consciência em processo.

A natureza dos obsessores é cutucar nossas sombras

Não ficamos revoltados quando um trovão derruba uma árvore ou quando uma tempestade destrói algo. Chamamos isso de força da natureza. Mas ficamos revoltados com obsessores, embora eles também funcionem como forças que revelam desequilíbrios.

Eles cutucam onde dói. Se há orgulho, cutucam o orgulho. Se há medo, cutucam o medo. Se há ciúme, estimulam o ciúme. Se há culpa, repetem a culpa até a pessoa olhar para aquilo.

A defesa contra obsessores começa quando paramos de culpar apenas o agente externo e perguntamos: onde eu vacilei? Qual sombra ele encontrou? Que parte de mim ainda permite essa sintonia?

Não adianta viver com medo de lugares densos

Muitas pessoas dizem que não vão a certos lugares porque existem obsessores. Mas há obsessores em todos os lugares. Existem mais desencarnados do que encarnados perto da Terra. Não há como viver fugindo de toda influência.

Se a pessoa se tranca em casa, ainda terá seus próprios pensamentos e sentimentos. E esses podem ser tão densos quanto qualquer ambiente externo. A questão não é fugir do mundo, mas cuidar da própria frequência.

Quem trabalha para criação precisa levar frequência mais alta aos lugares, não se esconder. Se o campo está equilibrado, a presença pode elevar o ambiente. Depois, a pessoa se limpa, se recarrega e segue.

A verdadeira proteção é disciplina diária

Nada funciona sem disciplina. Prosperidade, relacionamento, filhos, trabalho espiritual, terapia ou defesa contra obsessores exigem cuidado diário. Se a pessoa não cuida da frequência vibracional todos os dias, continuará vulnerável.

Disciplina inclui sono, alimentação, atividade física, pensamentos, sentimentos, meditação, atenção plena, contato com a natureza e reforma íntima. Tudo isso compõe a frequência média dos corpos físico, etérico, astral e mental.

Se o corpo físico está bem, mas o mental inferior está cheio de traumas e pensamentos negativos, a frequência geral cai. Por isso, a defesa espiritual não é um amuleto; é um modo de viver.

A frequência média define a sintonia

O ser humano possui uma frequência média formada pela soma de vários corpos. O corpo físico tem uma frequência. O etérico tem outra. O astral, com sentimentos, também pesa. O mental inferior, com pensamentos e traumas, influencia muito.

Se uma dessas partes está muito desorganizada, rebaixa o conjunto. A pessoa pode se alimentar bem, mas viver presa em ódio. Pode meditar, mas dormir mal. Pode fazer Reiki, mas alimentar inveja e mágoa diariamente.

A defesa contra obsessores exige olhar tudo ao mesmo tempo. Cuidar apenas de um aspecto não basta. É preciso melhorar o corpo, a energia, o sentimento, o pensamento, o ambiente e a relação com a vida.

A natureza pode recarregar o campo vibracional

Ambientes naturais podem ajudar muito. Uma floresta, praia, rio ou montanha possui frequência diferente de ambientes densos. Quando o campo da pessoa entra em contato com essa frequência, ocorre uma troca energética.

Se alguém está em frequência baixa e entra em um ambiente elevado, pode sair melhor. Da mesma forma, se uma pessoa equilibrada entra em ambiente denso, pode elevar um pouco aquele lugar, desde que depois se recarregue.

A energia não é propriedade pessoal. Tudo pertence ao Criador. Se a natureza nos abastece de graça, também podemos doar frequência ao mundo. O apego à “minha energia” pode virar outra forma de medo.

Doar energia faz parte do trabalho de criação

Ou estamos doando energia ou estamos drenando energia. Não existe muita neutralidade nesse processo. Se vibramos criação, presença, paz e consciência, contribuímos com o ambiente. Se vibramos medo, ódio e reclamação, puxamos a frequência para baixo.

Quem diz trabalhar para criação precisa aceitar circular pelo mundo. Isso não significa irresponsabilidade, mas presença. Ir aos lugares com frequência mais alta, ajudar a elevar ambientes, depois limpar-se e recarregar-se.

A defesa contra obsessores não é se fechar em uma bolha. É fortalecer o campo, saber onde está, perceber pensamentos e sentimentos, e manter disciplina para não ser engolido pelas frequências densas.

Use todas as ferramentas disponíveis

Não é necessário isolar tudo em caixinhas. Medicina, psicologia, espiritualidade, Reiki, atividade física, alimentação, terapia, oração, ciência e práticas energéticas podem ajudar. Cada ferramenta tem seu lugar e sua função.

Se uma pessoa precisa de médico, usa medicina. Se precisa de terapia, faz terapia. Se a oração ajuda, ora. Se atividade física melhora o corpo, pratica. Se Reiki ajuda a harmonizar, recebe Reiki.

O erro está em usar apenas um martelo quando existe uma caixa inteira de ferramentas. A defesa contra obsessores pode incluir muitas frentes, desde que sejam usadas com discernimento, equilíbrio e responsabilidade.

A paz mostra a qualidade da frequência

Nem sempre é preciso grande mediunidade para saber como estamos. Basta fechar os olhos, colocar a atenção no coração e sentir. A pergunta central é simples: estou em paz ou não estou?

Paz não significa estar rico, amado, reconhecido ou sem problemas. É um estado interno que pode existir mesmo em meio a dificuldades. Quando há paz, os corpos tendem a estar mais harmonizados.

Se não há paz, algo precisa ser observado. Pode ser corpo, pensamento, emoção, ambiente, apego, medo, culpa ou raiva. A natureza fala conosco por meio do que sentimos. O problema é que quase nunca olhamos para dentro.

A meditação mostra o que está dentro

A meditação é poderosa porque obriga a pessoa a olhar para si. E olhar para dentro é difícil. Muitas vezes encontramos justificativas, culpas, raivas, mágoas, desejos e decisões que preferíamos esconder.

O ego tenta justificar tudo. Diz que fez algo por necessidade, porque todos fazem, porque era inevitável. Mas o coração sabe quando agimos contra aquilo que sentimos ser correto.

A defesa contra obsessores também passa por honestidade interior. Se não observamos nossas sombras, elas viram brechas. Se reconhecemos, podemos educar, transformar e diminuir a sintonia com influências densas.

Não fazer ao outro o que não queremos para nós

Um princípio simples resolveria muitas questões: não fazer ao outro aquilo que não desejamos para nós. Se eu não gostaria de ser prejudicado, enganado ou destruído, por que faria isso com outra pessoa?

Isso não significa que nunca erramos. Erramos muitas vezes. Mas reconhecer o erro e tentar agir melhor já muda a frequência. O problema é justificar tudo e continuar repetindo a mesma destruição.

Quando deixamos de ferir os outros, também deixamos de criar novos laços obsessivos. A defesa contra obsessores começa na ética cotidiana, na forma como pensamos, desejamos, falamos e agimos com as outras consciências.

Ho’oponopono e o retorno das ações

O Ho’oponopono pode ser entendido como uma prática ligada à responsabilidade e ao retorno das ações. Se hoje alguém nos prejudica, pode existir um laço anterior que não lembramos, mas que continua atuando no campo vibracional.

“Sinto muito, me desculpa, eu te amo” não é apenas frase bonita. É uma tentativa de interromper a guerra, reconhecer o laço e devolver amor onde antes havia conflito, culpa ou dor.

Nem sempre entendemos por que certas situações chegam. Não conhecemos todos os arquivos de vidas passadas. Por isso, em vez de cultivar revolta, podemos trabalhar responsabilidade, perdão e encerramento dos ciclos de dor.

É impossível Deus estar errado

Nos momentos de desespero, quando o ego não entende a vida, uma frase pode trazer eixo: é impossível Deus estar errado. Podemos não compreender, podemos sofrer, podemos resistir, mas a visão humana é limitada.

Muitas situações dolorosas só mostram sentido depois. Olhando para trás, percebemos que certos acontecimentos nos empurraram para mudanças necessárias. O que parecia destruição abriu espaço para outro caminho.

Essa visão não elimina a dor, mas ajuda a atravessá-la. A defesa contra obsessores, no nível mais profundo, é confiar que tudo pode ensinar, inclusive as forças que nos pressionam e revelam nossas sombras.

Defesa contra obsessores é elevar a frequência e assumir responsabilidade

No fim, defesa contra obsessores não é medo, guerra ou superioridade. É reconhecer que obsessores são consciências em diferentes níveis, algumas perdidas, algumas vingativas, algumas profissionais, algumas apenas ligadas por afinidade.

A verdadeira proteção está em elevar a frequência vibracional, cuidar do corpo, vigiar pensamentos, equilibrar sentimentos, desenvolver atenção plena, agir com ética, perdoar, estudar, meditar e assumir responsabilidade pela própria vida.

Obsessores mostram onde ainda precisamos crescer. Eles são espelhos duros, mas eficientes. Ou melhoramos nossa frequência, ou continuamos tomando porrada. A escolha real é sair da zona de conforto e transformar a própria consciência.