Reflexões Metafísicas

Como Nossos Pensamentos Afetam Toda a Humanidade

Entenda como formas-pensamento individuais alimentam egrégoras, o inconsciente coletivo e a frequência vibracional da humanidade.

Prof. Tibério Z

Por Prof. Tibério Z

Um pensamento pode parecer algo particular, restrito à intimidade de quem pensa. No entanto, quando muitas pessoas alimentam pensamentos semelhantes, essas formas-pensamento começam a se conectar e a formar campos coletivos cada vez mais fortes, que deixam de representar apenas a experiência de um único indivíduo.

Tibério pensa em guerra dentro de sua casa. Maria também pensa em guerra. Pedro faz o mesmo. Quando centenas de milhares de pessoas permanecem ligadas ao medo, ao ódio e à destruição, aquilo que começou individualmente passa a alimentar uma egrégora negativa e a exercer pressão sobre a frequência vibracional do planeta.

Por isso, transformar a frequência coletiva da humanidade não começa com a tentativa de mudar o mundo inteiro. O primeiro passo é assumir responsabilidade pelo que pensamos, pelo que alimentamos e pelos campos dos quais escolhemos participar, reconhecendo que cada consciência pode retirar sua contribuição dos movimentos que fortalecem a negatividade.

Um pensamento individual não permanece isolado

Nós costumamos imaginar que aquilo que pensamos pertence somente a nós. O pensamento surge silenciosamente, não pode ser visto e aparentemente não provoca nenhuma mudança imediata ao nosso redor. Essa impressão faz com que subestimemos aquilo que emitimos continuamente e não percebamos a ligação entre nossa atividade interior e os campos coletivos dos quais participamos.

Quando Tibério pensa em guerra, existe uma forma-pensamento sendo alimentada. Quando Maria e Pedro fazem o mesmo, essas formas semelhantes começam a se conectar. Primeiro são três pessoas, depois quatro, dez, vinte e, progressivamente, uma quantidade muito maior de consciências voltadas para a mesma frequência de medo, conflito ou destruição.

O mesmo processo acontece com pensamentos de ódio, inveja e violência. Cada pessoa contribui individualmente, mas a repetição coletiva amplia aquilo que está sendo alimentado. O pensamento deixa de ser apenas uma experiência pessoal e passa a participar de um campo compartilhado, que recebe força sempre que alguém repete e sustenta o mesmo padrão.

Quando muitas pessoas pensam igual, nasce uma egrégora

Uma forma-pensamento individual possui determinada força. Quando cem mil ou meio milhão de pessoas alimentam o mesmo tipo de pensamento, forma-se algo muito maior. A repetição cria uma concentração de frequências vibracionais que pode se transformar em uma egrégora negativa, sustentada continuamente pelas consciências que permanecem conectadas a ela.

Essa egrégora não surge repentinamente e também não depende de uma única pessoa. Ela é construída pela contribuição contínua de inúmeras consciências. Cada pensamento de ódio, cada desejo de destruição e cada participação em conflitos acrescenta energia ao mesmo campo, aumentando sua presença no ambiente coletivo da humanidade.

As redes sociais, os programas de televisão e as conversas cotidianas podem manter essas frequências em movimento. Quando uma grande massa de pessoas permanece concentrada no ódio durante muito tempo, ela exerce uma pressão sobre a frequência vibracional do planeta e torna ainda mais difícil interromper aquilo que vem sendo alimentado coletivamente.

As formas-pensamento entram no inconsciente coletivo

O inconsciente coletivo pode ser compreendido como um grande banco de dados compartilhado pela humanidade. As formas-pensamento que emitimos individualmente não desaparecem simplesmente. Elas entram nesse campo e passam a fazer parte da bagagem coletiva humana, acumulando-se com aquilo que outras consciências também pensaram e alimentaram ao longo do tempo.

É por isso que modificar determinadas frequências é um trabalho tão difícil. Não estamos lidando apenas com aquilo que uma pessoa pensou hoje, mas com campos alimentados repetidamente por incontáveis seres humanos durante um período muito longo. Para compreender esse processo, é importante estudar o conceito de inconsciente coletivo apresentado por Jung.

Dentro desse inconsciente circulam formas, padrões e arquétipos que atravessam a experiência humana. Aquilo que emitimos individualmente entra nesse movimento e contribui para a qualidade da bagagem compartilhada, mostrando que nossa responsabilidade não termina quando um pensamento parece desaparecer da superfície de nossa mente.

Cada criança recebe a bagagem da humanidade

Toda criança que encarna no planeta Terra encontra um campo coletivo que já existia antes de sua chegada. Ela recebe a bagagem do inconsciente coletivo humano, incluindo as formas-pensamento que vêm sendo alimentadas pela humanidade e os padrões que já estavam em circulação muito antes do início daquela vida.

Essa é uma forma de compreender a chamada herança espiritual deixada para as novas gerações. Não transmitimos somente costumes, crenças familiares ou condições materiais. Também deixamos um ambiente coletivo formado pelas frequências que ajudamos a fortalecer, seja por nossas escolhas conscientes, seja pela repetição automática de pensamentos e comportamentos.

Se uma humanidade alimenta ódio, medo e conflito durante muito tempo, as novas consciências encontram essas forças já em movimento. Por isso, cuidar daquilo que pensamos também representa uma responsabilidade com aqueles que chegarão depois de nós e receberão a bagagem que estamos construindo agora.

Os arquétipos podem pulsar para a luz ou para a sombra

Dentro do inconsciente coletivo existem diferentes arquétipos. Cada um deles pode ser polarizado e alimentado em determinada direção, pulsando para a luz ou para a sombra conforme a energia que a humanidade deposita naquele padrão por meio de seus pensamentos, emoções, escolhas e ações repetidas.

Quando pensamentos destrutivos são reforçados continuamente, os aspectos sombrios desses arquétipos ganham força. Eles passam a aparecer nas relações, nos meios de comunicação e na maneira como as pessoas percebem umas às outras, pois uma grande massa de consciências continua exercendo pressão sobre a mesma frequência vibracional.

O movimento contrário também é possível. Quando deixamos de alimentar determinado padrão, retiramos nossa contribuição daquela egrégora. Talvez uma única pessoa não consiga dissolvê-la, mas já existe uma consciência a menos sustentando sua continuidade e acrescentando energia ao campo que deseja abandonar.

Ninguém virá limpar aquilo que nós criamos

É confortável acreditar que alguma força externa chegará para resolver tudo. Algumas pessoas esperam Nibiru, seres extraterrestres ou até o retorno de Jesus como um acontecimento que transformará imediatamente a frequência da humanidade, dispensando cada indivíduo de reconhecer a própria participação naquilo que foi criado.

Entretanto, existe um princípio simples: você sujou, você limpa. Se nós participamos da criação dessas frequências, também somos responsáveis por desfazê-las. Não podemos continuar alimentando os mesmos campos enquanto esperamos que alguém faça em nosso lugar o trabalho que pertence às próprias consciências humanas.

Essas frequências vêm sendo construídas há muito tempo, desde períodos associados a Atlântida e Lemúria. Foram milhões de anos de pensamentos, ações e escolhas. A limpeza, portanto, não acontece por meio de um único acontecimento externo, mas pela mudança progressiva das consciências que criaram e continuam alimentando o problema.

A mudança começa quando deixamos de participar

O primeiro passo é tomar uma decisão individual: eu não vou mais participar dessa egrégora negativa. Isso significa observar as situações em que contribuímos com fofocas, intrigas, ódio, disputas ou pensamentos destrutivos e retirar nossa energia desses movimentos, mesmo quando todos ao redor parecem continuar envolvidos neles.

Talvez eu não consiga mudar a maneira como meu irmão pensa. Também não posso obrigar meu vizinho a abandonar determinado comportamento. O máximo que posso fazer é assumir responsabilidade pela minha própria participação e pela frequência que escolho emitir, sem transformar a vontade de mudar o outro em mais uma forma de conflito.

Quando uma pessoa deixa de participar, existe uma contribuição a menos. Quando outra pessoa toma a mesma decisão, a egrégora perde mais uma fonte de energia. Se muitas consciências fizerem isso, aquilo que parecia inabalável começará gradualmente a perder força, porque deixará de receber a mesma alimentação constante.

Fazer a própria parte já é uma transformação

Existe uma história sufi sobre uma floresta que estava pegando fogo. Enquanto os animais observavam o incêndio, um beija-flor buscava água no lago, enchia o pequeno bico e despejava algumas gotas sobre as chamas. Em seguida, retornava ao lago e repetia o mesmo movimento.

O leão perguntou se ele realmente acreditava que conseguiria apagar aquele incêndio. O beija-flor respondeu que não sabia se conseguiria apagá-lo, mas estava fazendo a sua parte. A força da história está justamente na compreensão dos limites individuais sem usar esses limites como desculpa para permanecer imóvel.

Nós talvez não consigamos enfrentar sozinhos todo o inconsciente coletivo da humanidade. Também não podemos dissolver imediatamente o imenso campo de frequências negativas que envolve o planeta. Ainda assim, podemos escolher não fornecer mais energia a ele e carregar a pequena quantidade de água que está ao nosso alcance.

Sair do jogo é uma escolha consciente

Deixar de participar pode significar desligar a televisão, afastar-se de uma discussão ou não permanecer em uma roda de fofoca. Pode significar preferir Dostoiévski, Kant, uma música ou até um jogo leve em vez de passar horas absorvendo conflitos, tragédias e conteúdos que nos mantêm ligados às mesmas frequências.

Algumas pessoas chamarão isso de alienação. Entretanto, não participar não significa que precisamos negar a existência dos problemas. Significa reconhecer que permanecer mergulhado continuamente em determinados campos pode fazer com que também passemos a alimentá-los por meio de nossa atenção, de nossas emoções e da repetição das mesmas conversas.

Quando a fofoca começar, podemos simplesmente sair. Quando o ódio surgir em uma conversa, não precisamos acrescentar mais palavras. Essas escolhas parecem pequenas, mas representam uma retirada concreta de energia da egrégora que está sendo sustentada e mostram que não somos obrigados a permanecer dentro desse jogo.

Mudar o mundo começa com a mudança dos próprios hábitos

Querer mudar o mundo inteiro pode se transformar em uma grande pretensão. Já é difícil modificar nossos próprios hábitos, observar nossos pensamentos e interromper os padrões dos quais participamos automaticamente todos os dias. É nesse trabalho próximo e individual que nossa responsabilidade deixa de ser apenas uma ideia e se torna uma prática.

A transformação coletiva depende da soma dessas mudanças individuais. Quando cuidamos daquilo que emitimos, deixamos de fortalecer certas frequências e criamos a possibilidade de uma relação diferente com o inconsciente coletivo. Não controlamos o pensamento dos outros, mas podemos decidir o que receberá nossa atenção e nossa energia.

Talvez não possamos apagar sozinhos o incêndio da floresta. Podemos, porém, carregar nossa pequena quantidade de água. Diante de uma humanidade que alimenta continuamente pensamentos de medo e ódio, fazer a própria parte e deixar de participar dessas egrégoras já representa uma escolha profunda de consciência.

Perguntas frequentes

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Prof. Tibério Z

Sobre o autor

Prof. Tibério Z tem mais de 30 anos de experiência no estudo e ensino da espiritualidade, metafísica, terapias holísticas e desenvolvimento da consciência.