Curso de Espiritualidade Gratuito
Aula 23 - Quem são os anjos
Nessa aula você aprenderá quem são os anjos e mentores espirituais, como atuam em outras dimensões e ajudam na expansão da consciência.
Por Prof. Tibério Z
Para compreender anjos e mentores espirituais, primeiro precisamos tirar da mente aquela imagem comum de céu, anjos com asas, harpas e seres distantes vivendo em um lugar separado da nossa realidade.
Também precisamos abandonar a ideia de que anjos são criaturas superiores e nós somos seres inferiores. Essa separação cria uma visão limitada da existência, como se houvesse uma raça especial de seres divinos e outra raça menor, presa à matéria.
O que existe são consciências em diferentes níveis de expansão. Algumas estão mais conscientes, outras menos. Algumas atuam em dimensões mais sutis, outras em dimensões mais densas. Mas todas fazem parte do mesmo processo criado por Deus.
A consciência existe em várias dimensões ao mesmo tempo
O Criador emana uma fagulha, que podemos chamar de consciência. Essa consciência atravessa dimensões em um processo de redução energética. Conforme desce de dimensão em dimensão, assume corpos correspondentes a cada nível de existência.
Essa consciência não está apenas aqui na terceira dimensão. Ela possui um corpo físico, um corpo astral, um corpo mental e outros corpos em dimensões superiores. Cada corpo vive experiências próprias e envia informações ao Criador.
Por isso, podemos imaginar a consciência como um grande raio de energia ligado a Deus. Esse raio passa por muitos corpos dimensionais, recolhe experiências em diferentes planos e transmite tudo ao Criador de forma simultânea.
Todos nós podemos ser anjos em outra dimensão
Se a mesma consciência está em vários níveis ao mesmo tempo, aquilo que chamamos de anjo pode ser uma expressão mais expandida dessa própria consciência. Enquanto estamos aqui na terceira dimensão, podemos existir em dimensões superiores com mais conhecimento.
Quanto mais alta a dimensão, maior a expansão da consciência. A palavra anjo pode ser entendida, então, como uma consciência mais expandida, com mais energia, mais conhecimento e maior capacidade de compreender a obra do Criador.
Nesse sentido, todos nós somos anjos em alguma dimensão. Não como seres com asas ou figuras separadas, mas como consciências mais amplas em níveis superiores, vivendo outros corpos e outras experiências dentro da criação.
Expansão da consciência é conhecimento
Expansão da consciência não precisa ser entendida como algo místico ou distante. Expandir a consciência é conhecer mais. Quanto mais uma consciência compreende a vida, a energia, as dimensões e a obra de Deus, mais expandida ela se torna.
Na terceira dimensão, a energia é mais reduzida. Por isso, a consciência também fica mais limitada. Esquecemos muitas coisas, sentimos separação e temos dificuldade de compreender a própria origem espiritual.
Essa redução não acontece por erro. Ela faz parte da experiência da terceira dimensão. Viemos aqui para viver aquilo que esta dimensão permite: corpo físico, relações humanas, família, prazer, dor, matéria, encontros e aprendizados específicos.
Não existe dimensão menos espiritual
É comum pensar que a terceira dimensão é material e que as dimensões superiores são espirituais. Mas essa divisão não é correta. Tudo é espiritual. O que muda é o grau de vibração, consciência, energia e experiência.
Para o Criador, cada dimensão oferece um tipo de informação. A terceira dimensão tem suas experiências, a quarta tem outras, a quinta tem outras e assim por diante. Nenhuma delas está fora da espiritualidade.
Estamos vivendo uma experiência espiritual em um corpo físico, assim como outros corpos vivem experiências espirituais em dimensões superiores. Deus recolhe informações de todas essas camadas ao mesmo tempo, através de todas as consciências.
Mentores espirituais podem estar mais próximos do que imaginamos
Muitas pessoas imaginam que todo mentor espiritual é um ser muito distante, extremamente sábio e inacessível. Mas, muitas vezes, um mentor pode ser alguém do plano astral que sabe um pouco mais em determinada área e se dispõe a ajudar.
No astral, a consciência de cada ser é percebida com mais clareza. Não adianta usar máscaras como fazemos na Terra. O nível de conhecimento, as sombras, as luzes e a maturidade aparecem de forma mais evidente.
Por isso, a ajuda espiritual funciona em cadeia. Quem sabe um pouco mais ajuda quem sabe um pouco menos. José ajuda Maria em uma área, Maria ajuda Pedro em outra, Pedro ajuda João em outra. Todos aprendem ajudando.
Ensinar também expande a consciência
O melhor modo de aprender é ensinando. Quando alguém ajuda outra pessoa, também organiza melhor o próprio conhecimento. Por isso, mentores se voluntariam para orientar, acompanhar e inspirar consciências que estão passando por experiências específicas.
Esse auxílio beneficia os dois lados. A pessoa ajudada recebe uma orientação, uma ideia ou uma força. O mentor também expande sua consciência, porque ao ajudar precisa compreender melhor aquilo que transmite.
Assim funciona a cadeia positiva dos seres que trabalham pelo bem. Um ajuda o outro dentro do que sabe, dentro do que pode e dentro do nível de consciência que possui. Não existe competição, existe cooperação.
Os mentores podem mudar durante a vida
Uma pessoa pode ter vários mentores ao longo da vida. Alguns acompanham uma fase, outros ajudam em uma área específica, outros aparecem quando uma nova etapa de aprendizado começa. O mentor não precisa ser sempre o mesmo.
Quando a pessoa aprende algo e expande um pouco a consciência, pode passar a receber outro tipo de orientação. O campo muda, as necessidades mudam e os mentores também podem mudar conforme o processo interno.
Às vezes, aquele que chamamos de mentor era um amigo do plano astral, alguém que ficou responsável por orientar determinada experiência. Em outros casos, pode ser uma consciência mais elevada ou até uma expressão dimensional de nós mesmos.
Podemos receber ajuda de nós mesmos em outra dimensão
Como a consciência existe em vários corpos dimensionais, uma parte mais expandida de nós pode ajudar outra parte menos expandida. Um corpo em uma dimensão superior pode tentar orientar o corpo que está vivendo a experiência da terceira dimensão.
Isso acontece porque um corpo interfere no outro. Se a frequência vibracional na terceira dimensão está muito baixa, esse desequilíbrio pode afetar o fluxo de energia entre os demais corpos dimensionais.
Por isso, uma parte mais consciente pode tentar destravar uma parte menos consciente. Às vezes, aquilo que chamamos de sonho com mentor pode ser uma expressão mais alta da nossa própria consciência tentando nos orientar.
O fluxo de energia precisa circular entre as dimensões
Quando a frequência está equilibrada, a energia flui melhor entre os corpos dimensionais. Informações do mental superior conseguem chegar com mais clareza à terceira dimensão. Ideias, soluções, inspirações e caminhos aparecem com mais facilidade.
Quando a energia fica densa, negativa ou bloqueada, esse fluxo é interrompido. A pessoa não consegue enxergar saída, não recebe inspiração e fica presa em pensamentos repetitivos, pesados ou confusos.
Nesse momento, um mentor, um anjo, um amigo espiritual ou uma expressão superior da própria consciência pode ajudar a elevar a frequência. Quando a vibração sobe, o fluxo de informação volta a circular.
Anjos podem atuar como consciências muito expandidas
Quando falamos de seres em dimensões muito superiores, falamos de consciências com enorme capacidade energética e conhecimento muito maior que o nosso. Para esses seres, processos que aqui parecem complexos podem ser simples, como criar estruturas, formas e planetas.
Um planeta não surge apenas de um estalo. Existem equipes espirituais e dimensionais trabalhando por longos períodos. Algumas organizam matéria, outras cuidam da atmosfera, outras atuam na genética, na vida e na evolução das formas.
Tudo isso é Deus agindo através de corpos dimensionais. Quando um ser superior participa da criação de um planeta, é a consciência divina se expressando por meio dele. Ao realizar esse trabalho, esse ser também expande a própria consciência.
A criação envolve muitos níveis de trabalho
Criar um planeta envolve processos imensos. Primeiro, a matéria precisa ser reunida. Depois, a atmosfera precisa ser organizada. Em seguida, a vida pode ser planejada, estruturada e acompanhada por consciências que conhecem biologia, energia, genética e evolução.
Para seres de dimensões muito elevadas, esses conhecimentos são naturais. O que para nós parece impossível, para eles pode ser parte de um trabalho comum dentro da criação.
Mesmo assim, não se trata de seres separados de Deus fazendo algo por conta própria. Tudo é Deus em ação. Cada consciência trabalha, aprende e contribui dentro do grande processo de manifestação da vida.
Arcanjos são consciências e arquétipos
Quando falamos de arcanjos como Miguel, Gabriel ou Rafael, entramos em outro nível de compreensão. São consciências muito elevadas, ligadas a campos de força imensos, que não funcionam como seres limitados pelo tempo e pelo espaço.
Por isso, uma pessoa pode chamar Miguel, outra também pode chamar, e ambas podem receber resposta. Para uma consciência nesse nível, estar em muitos lugares ao mesmo tempo não é impossível, porque ela opera em outra frequência.
Além de consciências elevadas, os arcanjos também podem ser entendidos como arquétipos. Miguel, por exemplo, carrega uma força ligada à justiça, à proteção e ao combate. Esses arquétipos funcionam como moldes divinos de grande potência.
Arquétipos são moldes divinos
Um arquétipo pode ser entendido como um molde original criado em uma dimensão muito elevada. Depois, esse molde vai sendo copiado e reduzido em dimensões inferiores, adaptando-se a cada nível de manifestação.
Quando uma pessoa invoca um arcanjo, não se conecta apenas com um ser, mas também com a força arquetípica que ele representa. Por isso, esses nomes carregam tanta potência dentro das tradições espirituais.
O arquétipo atua como uma forma divina. Ele organiza uma energia, uma função e uma qualidade. Ao chamar Miguel, por exemplo, a pessoa se liga à consciência de Miguel e também ao campo arquetípico que ele sustenta.
É possível conversar com anjos
Muitas pessoas imaginam que os anjos são inacessíveis. Mas é possível conversar com eles de forma simples. A pessoa pode começar com uma conversa interior, com respeito, abertura e atenção aos sinais que aparecem depois.
Essa comunicação não precisa ser teatral. Pode vir como intuição, sensação, pensamento, sonho, inspiração ou resposta interna. O importante é compreender que esses seres não estão distantes como figuras inalcançáveis.
Se uma consciência muito elevada atua fora da limitação comum de tempo e espaço, ela pode responder em muitos lugares ao mesmo tempo. O contato acontece pela sintonia, pela abertura e pela frequência vibracional.
Anjos ajudam porque o fluxo beneficia todos
Quando seres elevados ajudam consciências na terceira dimensão, eles também colaboram para o equilíbrio do fluxo energético maior. Se uma consciência melhora sua vibração aqui, isso melhora a circulação de energia entre os corpos dimensionais.
É como uma mangueira com água. Quando há uma dobra, o fluxo diminui. Quando a dobra é desfeita, a água volta a correr. Do mesmo modo, quando a frequência baixa trava o campo, a ajuda espiritual tenta restabelecer o fluxo.
Por isso, ajudar seres da terceira dimensão também é útil para consciências superiores. Tudo está interligado. Quando uma parte melhora, o conjunto flui melhor. A ajuda não é caridade distante, mas cooperação dentro da própria criação.
A inspiração pode vir de mentores e consciências afins
Nem toda inspiração vem apenas de um arcanjo ou de um mentor elevado. Às vezes, uma pessoa que ama música atrai um músico desencarnado. Esse ser escuta, aproxima-se e começa a inspirar, como um amigo que ajuda outro amigo.
O mesmo pode acontecer com escritores, pintores, professores, terapeutas e muitos outros trabalhos. Um desencarnado com afinidade por aquela área pode se aproximar e oferecer informações, ideias e estímulos criativos.
Isso é o inverso da obsessão. O obsessor se aproxima para sugar energia. Já o mentor ou amigo espiritual se aproxima para compartilhar, inspirar e ajudar. Existe uma troca positiva, sustentada por afinidade e cooperação.
Canalizar é trocar informação e energia
Canalização pode ser entendida como um processo de transmissão de informação e energia. Um ser espiritual conecta-se ao campo da pessoa e envia informações que o cérebro físico interpreta como palavras, ideias, imagens ou sensações.
Quanto mais treinada a pessoa estiver, melhor consegue deixar esse fluxo passar. A energia pode chegar ao chakra laríngeo, movimentar a fala e se transformar em mensagem. Não é algo mágico no sentido infantil, mas um processo energético.
É como transferir informação de um pen drive para um computador. Existe um campo emissor, um campo receptor e uma passagem de dados. A qualidade da canalização depende da sintonia, do treino, da permissão e do equilíbrio do canalizador.
Incorporação envolve permissão e conexão energética
A incorporação também pode ser entendida como uma conexão de energia e informação. O ser espiritual não toma o corpo de alguém à força em condições normais. Existe permissão, abertura e um processo ritual que prepara a mente e o campo.
O ritual é importante porque cria autorização interna. No espiritismo, na Umbanda, no Candomblé ou em outras práticas, o preparo ajuda a pessoa a permitir que aquela energia atue por meio do seu corpo físico.
O ser espiritual conecta-se a chakras específicos, transmite energia e informação, e utiliza o corpo por um tempo. Em processos equilibrados, isso acontece com consciência, responsabilidade e finalidade de auxílio.
O passe é transmissão de energia através do corpo
Quando um ser espiritual atua através de alguém para dar um passe, ele transmite energia por meio do corpo energético da pessoa. Essa energia circula pelos canais, passa pelos chakras e pode ser emitida pelas mãos ou por outros pontos.
A energia pode acalmar o cérebro, harmonizar um chakra, equilibrar o campo ou melhorar a rotação energética de determinada região. Tudo acontece por frequência, intenção, conexão e circulação de energia.
Por isso, não é necessário transformar o processo em mistério. A atuação espiritual pode ser compreendida como um trabalho de energia e informação, usando o corpo físico como instrumento temporário de transmissão.
Reiki e cromoterapia também trabalham com energia
No Reiki, a pessoa não usa a própria energia pessoal. Ela capta o prana, o ti ou a energia universal pelo chakra coronário, conduz essa energia pelos canais e a emite pelas mãos, que são grandes centros de irradiação energética.
A cromoterapia original também pode ser entendida pela intenção energética. Antes do uso de lâmpadas e bastões modernos, a pessoa intencionava uma cor, canalizava aquela frequência e a transmitia através das mãos.
Em todos esses processos, o princípio é semelhante: energia, frequência, intenção e transmissão. O corpo é um canal, a consciência direciona e o campo energético recebe aquilo que está sendo emitido.
Anjos e mentores fazem parte de uma grande rede
Anjos, arcanjos, mentores, protetores e amigos espirituais não devem ser vistos como figuras separadas da criação. Eles fazem parte de uma grande rede de consciências, dimensões, corpos energéticos e fluxos de informação.
Alguns estão próximos e ajudam em pequenas coisas. Outros atuam em níveis muito elevados. Outros podem ser expressões mais expandidas da nossa própria consciência. Todos participam de um processo de cooperação dentro da obra divina.
Quanto mais elevamos nossa frequência, mais claro fica esse contato. A inspiração flui melhor, a intuição aumenta, os mentores se aproximam e a consciência percebe que nunca esteve sozinha dentro da criação.