Reflexões Metafísicas
O Que Continua Existindo Depois da Morte?
Entenda o que acontece com os corpos físico e etérico depois da morte e como ego, consciência e experiências continuam existindo.
Por Prof. Tibério Z
Depois da morte, o corpo físico e o corpo etérico se desintegram, mas a consciência continua ligada aos corpos astral, mental inferior e mental superior. O ego desta vida ainda permanece durante um período, porém ele não é nossa identidade eterna.
Neste artigo, vamos compreender como o corpo etérico se desenvolve junto com o organismo físico, por que sua energia demora algum tempo para se dissipar e como o mental inferior mantém o ego depois do desencarne. Também veremos o que acontece quando começamos outra encarnação.
Continue a leitura para entender a diferença entre o personagem que representamos em uma vida e a consciência divina que atravessa todas as experiências. Essa distinção mostra o que realmente continua existindo quando uma encarnação termina.
O que permanece depois do desencarne
Após o desencarne, ainda permanecem o corpo astral, o corpo mental inferior e o corpo mental superior. O corpo físico deixa de funcionar, enquanto o corpo etérico inicia seu processo de desintegração junto com ele.
Nossa consciência passa a se ancorar no plano astral, mas continua recebendo as frequências do corpo mental inferior. Por isso, a identidade construída durante a vida não desaparece imediatamente e o ego ainda permanece durante algum tempo.
A morte do nosso corpo físico, portanto, não apaga de uma só vez aquilo que fomos nesta encarnação. Outras estruturas continuam existindo e participam da transição entre a experiência física, o plano astral e uma futura encarnação.
O corpo etérico nasce com o corpo físico
O corpo etérico começa a se formar no momento da fecundação. Quando o espermatozoide se une ao óvulo e surge a primeira célula do corpo físico, também é criada uma célula correspondente no corpo etérico.
Conforme o organismo físico se desenvolve, o corpo etérico cresce junto com ele. Ele funciona como uma cópia exata do corpo físico, porém existe em uma dimensão mais sutil.
Essa estrutura acompanha o organismo desde sua primeira célula. Corpo físico e corpo etérico se desenvolvem lado a lado durante toda a encarnação, embora pertençam a níveis vibracionais diferentes.
O corpo etérico funciona como uma bateria
Quando o corpo físico morre, o corpo etérico não desaparece de maneira instantânea. Ele ainda conserva uma carga energética, como uma bateria que precisa descarregar antes de deixar de funcionar completamente.
Enquanto o corpo físico entra em decomposição, essa bateria etérica pode continuar carregada durante algum tempo. É necessário que sua energia se esgote para que as frequências vibracionais ligadas a ela sejam liberadas.
Essa imagem da bateria ajuda a compreender por que algumas pessoas desencarnadas ainda permanecem presas ao corpo por um período. A vida física terminou, mas o corpo etérico ainda não concluiu seu processo de descarga e desintegração.
O corpo físico retorna à Terra
Nosso corpo físico é formado pela matéria do próprio planeta. A Terra empresta esse corpo para que possamos viver aqui durante determinado período e realizar uma experiência física.
No desencarne, o corpo se decompõe e retorna à Terra. Ele volta a ser pó, enquanto o corpo etérico também se desfaz depois de liberar a carga energética que ainda conservava.
Quando essas estruturas se desintegram, a consciência passa a se ancorar no corpo astral. Ainda existem, porém, os corpos astral, mental inferior e mental superior, e eles explicam a continuidade da experiência depois da morte física.
Por que o ego continua existindo no plano astral
Durante trinta, cinquenta, setenta ou noventa anos de vida, construímos um ego. Criamos um nome, uma história, uma personalidade e uma maneira particular de compreender aquilo que acontece conosco.
Esse ego é formado no corpo mental inferior. Depois do desencarne, o corpo astral continua recebendo as frequências vibracionais desse mental inferior e, por isso, a identidade desta vida ainda permanece no plano astral.
O ego chamado Tibério continua existindo por algum tempo depois da morte. Isso não significa, entretanto, que ele seja eterno. Ele é uma identidade ligada a esta encarnação e terá uma função diferente quando uma nova experiência começar.
O ego é um personagem temporário
Quando começa uma nova encarnação, o corpo mental inferior é reiniciado e um novo ego é criado. As informações do personagem anterior são arquivadas, abrindo espaço para uma personalidade adequada à experiência que será vivida.
Se mantivéssemos o mesmo ego desde as primeiras experiências humanas, ainda pensaríamos como seres pré-históricos. Também continuaríamos presos às identidades que tivemos em outros séculos, como se uma pessoa ainda precisasse ser a mulher que foi na França do século XVI.
O ego, portanto, funciona como um personagem temporário. Ele é a máscara utilizada em determinada vida, não a totalidade do ser que atravessa diferentes épocas, corpos e formas de existência.
As experiências não são apagadas
O fato de o ego ser reiniciado não significa que nossas experiências sejam perdidas. Tudo aquilo que vivemos permanece registrado em um banco de informações ligado à consciência, armazenado na forma de frequências vibracionais.
Podemos imaginar que Deus se dividiu em infinitas microconsciências e que cada uma possui uma pasta ou um disco rígido individual. Tudo o que essa fagulha vive ao longo da eternidade fica guardado nesse arquivo.
As experiências de Tibério, de uma vida no século XVI, de outra no século XV, de existências em outros planetas ou em diferentes formas de vida permanecem registradas. O personagem muda, mas aquilo que foi aprendido passa a fazer parte desse conjunto de informações.
Cada encarnação recebe informações das anteriores
Cada nova vida cria um ego diferente, porém não começa completamente do zero. A microconsciência traz consigo um pacote de informações vibracionais formado por tudo aquilo que já experimentou anteriormente. Não importa se nós encarnamos como mulher, homem, cachorro, pássaro ou qualquer outra forma de vida: essas informações continuam acompanhando a consciência e participam da maneira como ela se expressará na nova experiência.
Esse conjunto acumulado ajuda a moldar nosso comportamento, independentemente do ego e da máscara atual. A personalidade desta vida é nova, mas recebe influências de tudo aquilo que a consciência já viveu.
O teatro ajuda a compreender as encarnações
O teatro oferece uma imagem profunda para compreendermos esse processo. Um ator pode representar um vilão em uma peça, um herói em outra e um homem idoso em uma terceira apresentação. Ele pode interpretar dez personagens diferentes em dez peças diferentes, mas o ator continua sendo o mesmo. Cada papel possui nome, história e comportamento próprios, embora todos sejam representados por uma única pessoa.
Mesmo quando os personagens são muito diferentes, percebemos características do ator em cada atuação. Existe um modo particular de falar, olhar, movimentar-se e compreender a cena que atravessa os vários papéis.
A consciência é o ator por trás dos personagens
As encarnações são semelhantes às peças de teatro. O ego é o personagem temporário, enquanto a consciência divina é o ator que assume diferentes máscaras e atravessa todas as experiências.
Essa microfagulha de Deus, que também podemos chamar de espírito ou consciência divina, carrega as informações vibracionais relacionadas a tudo aquilo que viveu. Ela continua existindo por trás de cada identidade passageira.
O corpo físico retorna à Terra, o corpo etérico se dissolve e o ego permanece por algum tempo antes de dar lugar a outro personagem. A consciência divina, porém, continua seu caminho, guarda as experiências e participa de novas encarnações.
Perguntas frequentes sobre o que continua existindo depois da morte
Depois do desencarne, permanecem o corpo astral, o mental inferior e o mental superior. O corpo físico e o corpo etérico entram em processo de desintegração.
Não. Ele ainda pode conservar uma carga energética durante algum tempo. Essa bateria precisa descarregar antes que as frequências vibracionais do corpo etérico sejam completamente liberadas.
Porque o ego foi formado no corpo mental inferior. Depois da morte, o corpo astral continua recebendo frequências desse mental inferior e mantém a identidade construída durante a vida.
Não. Cada encarnação cria um novo ego. O personagem anterior é arquivado, enquanto suas experiências permanecem guardadas no banco de informações da consciência.
A consciência divina atravessa as diferentes experiências. Ela funciona como o ator por trás dos personagens e carrega as informações vibracionais acumuladas ao longo das encarnações.
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Sobre o autor
Prof. Tibério Z tem mais de 30 anos de experiência no estudo e ensino da espiritualidade, metafísica, terapias holísticas e desenvolvimento da consciência.