Reflexões Metafísicas

Para Onde Vamos Depois da Morte?

Entenda como diferentes faixas de frequência vibracional se relacionam com dimensões, projeção astral, umbral e o destino da consciência após o desencarne.

Prof. Tibério Z

Por Prof. Tibério Z

Depois da morte, não vamos automaticamente para uma quarta dimensão separada da terceira por uma linha rígida. Existem diferentes faixas de frequência vibracional, e cada uma delas corresponde a uma realidade. Quando desencarnamos, seguimos para a faixa compatível com a frequência em que estamos vibrando.

Neste artigo, você vai entender por que as dimensões podem ser comparadas às estações de um rádio. Também vai conhecer a relação entre frequência vibracional, projeção astral, umbral, cidades astrais, apego ao mundo físico e o destino da consciência depois do desencarne.

Continue a leitura para compreender por que duas consciências podem desencarnar e seguir para realidades completamente diferentes. Essa explicação mostra por que o cuidado com nossa frequência vibracional influencia não apenas aquilo que vivemos agora, mas também a realidade que encontraremos depois da morte.

As dimensões não são separadas por linhas rígidas

Não existe uma linha rígida separando terceira, quarta, quinta ou sexta dimensão. Esses nomes são maneiras de falar sobre diferentes faixas de frequência vibracional. Quando ouvimos a palavra dimensão, podemos imaginar lugares organizados como andares de um prédio.

A pessoa sairia da terceira dimensão e entraria imediatamente na quarta. Mas não é dessa maneira que o processo acontece. Entre aquilo que chamamos de terceira e quarta dimensão existem inúmeras frequências intermediárias. Cada uma delas possui características próprias e permite que a consciência perceba uma realidade diferente.

O dial do rádio ajuda a compreender as dimensões

Pense em um rádio. No dial existem estações como 89.1, 89.2, 89.3 e 89.4. Quando você sintoniza uma frequência, recebe determinada estação. Ao mudar o dial, passa a receber outra.

Podemos imaginar as dimensões de maneira semelhante. Vamos supor, apenas para facilitar a explicação, que a dimensão física esteja na frequência 10 e aquilo que chamamos de quarta dimensão esteja na frequência 20.

Entre 10 e 20 existem 10.1, 10.2, 10.3, 10.4 e muitas outras faixas. A passagem entre as dimensões não acontece por meio de um salto único. Existem diferentes frequências, e cada uma permite o acesso a uma realidade própria.

Os números são apenas uma ilustração. Eles não representam uma medida literal. Servem para mostrar que existe uma continuidade entre aquilo que chamamos de uma dimensão e aquilo que chamamos de outra.

O que acontece com a frequência durante uma projeção

Durante uma projeção astral, a consciência pode entrar em qualquer uma dessas faixas. Se a dimensão física estiver, em nosso exemplo, na frequência 10 e a projeção acontecer na frequência 10.1, ainda estaremos muito próximos da realidade física.

Por isso, algumas vezes fazemos uma projeção e continuamos enxergando o quarto, a casa ou as pessoas na rua. A consciência saiu do corpo, mas permaneceu em uma frequência muito próxima daquela em que o mundo físico é percebido.

Se a consciência se deslocar para uma frequência mais distante, como a 15, o quarto físico deixa de existir em sua percepção. Ela está longe da faixa em que aquela realidade pode ser sintonizada. A mudança não depende apenas do local. Ela depende da frequência. Conforme a faixa vibracional muda, a realidade percebida também se transforma.

Umbral e cidades astrais são faixas diferentes

Essa diferença entre frequências ajuda a compreender o umbral. Quando falamos em regiões densas, estamos falando de realidades que possuem frequências vibracionais mais baixas. As cidades astrais descritas como belas e harmoniosas estão em faixas vibracionais mais elevadas. Elas continuam dentro do conjunto que chamamos de quarta dimensão, mas não pertencem à mesma frequência das regiões densas.

Duas realidades podem fazer parte do mundo espiritual e, ainda assim, serem completamente diferentes. A consciência percebe aquela que corresponde à faixa em que consegue vibrar. O umbral não precisa ser entendido como um único lugar cercado por fronteiras. Ele representa regiões e realidades compatíveis com frequências densas.

Para onde vamos depois do desencarne

Quando desencarnamos, seguimos para a faixa correspondente à nossa frequência vibracional. Se a consciência estiver na frequência 10.4, será essa a realidade que encontrará. Se estiver na 10.8 ou na 18, seguirá para outra faixa. Por isso, não basta dizer que alguém morreu e foi para a quarta dimensão. A consciência pode entrar em qualquer ponto desse grande dial vibracional.

Cada faixa representa uma realidade diferente. O que conseguimos perceber, as consciências com as quais podemos nos relacionar e o ambiente que encontramos dependem da frequência em que estamos. Não estamos falando da física humana. Estamos falando de uma ordem física universal e divina, na qual a frequência da consciência determina a realidade com a qual ela se torna compatível.

Nosso Lar representa uma faixa intermediária

Aquilo que os espíritas chamam de Nosso Lar pode ser compreendido como uma faixa intermediária. Se continuarmos usando o exemplo em que a dimensão física está na frequência 10 e a quarta dimensão está na 20, poderíamos imaginar Nosso Lar na frequência 15. Isso significa que essa cidade não estaria na faixa mais próxima do mundo físico, mas também não representaria aquilo que poderíamos chamar de puro astral. Ela ocuparia uma realidade intermediária dentro desse conjunto de frequências.

O exemplo não procura determinar um número verdadeiro para Nosso Lar. Ele serve apenas para mostrar que as cidades espirituais também podem existir em diferentes faixas. Da mesma maneira que uma estação de rádio não é igual à outra, uma realidade espiritual intermediária não é igual a uma região densa nem a uma faixa mais elevada.

O apego pode manter a consciência próxima do mundo físico

Uma pessoa pode desencarnar ainda muito apegada à casa, ao companheiro, ao carro, aos objetos e à vida que possuía. Esse apego mantém sua frequência próxima da realidade física. Em nosso exemplo, seria como permanecer na faixa 10.1. A consciência já não possui um corpo físico, mas continua vibrando quase na mesma frequência do mundo material.

Essas são as consciências que muitas vezes chamamos de fantasmas ou assombrações. Elas permanecem próximas das casas, dos objetos e das pessoas com as quais ainda mantêm uma ligação intensa.

A única grande diferença é a ausência do corpo físico. A frequência continua tão próxima da terceira dimensão que a consciência ainda se comporta como se estivesse presa à vida anterior. Essa prisão não foi construída por uma parede externa. Ela foi criada pelo próprio apego e pela dificuldade de se afastar da realidade que terminou.

Os mentores ajudam a elevar a frequência

Mentores e equipes espirituais trabalham para ajudar essas consciências. Eles realizam um processo de energização para que a frequência vibracional possa se elevar. Quando a frequência muda, a consciência consegue se afastar da faixa quase física em que estava presa. Ela passa a perceber outras realidades e pode continuar seu caminho.

Esse trabalho mostra que a passagem para outra faixa não depende apenas de alguém dizer que a pessoa morreu. A consciência precisa alcançar condições vibracionais para se deslocar. Enquanto permanece identificada com a casa, os objetos e a vida física, ela continua sintonizada com aquela realidade. Ao receber ajuda e modificar sua frequência, outra realidade começa a se tornar acessível.

Estamos falando de metafísica

Alguém pode ouvir essa explicação e dizer que se trata de pseudociência. Sim, estamos falando de metafísica. A palavra frequência não está sendo utilizada como se estivéssemos apresentando uma medição da física humana.

Ela é uma forma de explicar a relação entre a consciência e a realidade que ela consegue perceber. Podemos até trocar a palavra frequência por “abobrinha” para evitar confusão. Nesse caso, diríamos que vamos para onde nossa “abobrinha” está e atraímos para a vida aquilo que corresponde à nossa “abobrinha”. A palavra pode mudar, mas o conceito permanece.

O ponto principal é que a condição interior da consciência determina a realidade com a qual ela se torna compatível. Não estamos tentando transformar esse ensinamento em uma teoria da física material.

Nossa vida corresponde àquilo que vibramos

Nós vamos para onde vibramos, mas essa relação não começa apenas depois da morte. Nossa vida já acontece de acordo com aquilo que vibramos. A frequência influencia as experiências, as relações e as realidades com as quais nos tornamos compatíveis. O desencarne não apaga imediatamente a condição que construímos durante a vida.

Se uma consciência permanece presa ao apego, ela continua ligada a frequências próximas do mundo físico. Quando desenvolve maior desapego e eleva sua frequência, torna-se compatível com outras faixas. Por isso, precisamos cuidar da nossa frequência vibracional agora. Nós vivemos de acordo com aquilo que vibramos e também desencarnamos de acordo com essa vibração.

Perguntas frequentes sobre o destino da consciência depois da morte

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Prof. Tibério Z

Sobre o autor

Prof. Tibério Z tem mais de 30 anos de experiência no estudo e ensino da espiritualidade, metafísica, terapias holísticas e desenvolvimento da consciência.