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Aula 21 - Quem são os obsessores
Nessa aula você aprenderá quem são os obsessores, como a sintonia vibracional atua e por que perdão e consciência rompem laços.
Por Prof. Tibério Z
Quando falamos em obsessores, encostos, demônios ou fantasmas, usamos muitos nomes pesados para falar de seres que também são consciências. São pessoas desencarnadas ou encarnadas, cada uma dentro do próprio nível de entendimento, limitação e frequência vibracional.
Por isso, antes de imaginar obsessores apenas como seres externos, precisamos ampliar a visão. Existem obsessores desencarnados, que não estão mais no corpo físico, e existem obsessores encarnados, que vivem no corpo físico como nós.
E o ponto mais difícil é este: muitas vezes, nós mesmos somos obsessores. Quando desejamos mal a alguém, quando ficamos obcecados por uma pessoa ou quando alimentamos ódio, já começamos a criar um processo de obsessão.
Nós também podemos ser obsessores encarnados
A partir do momento em que desejo que alguém se prejudique, perca tudo, sofra ou se dê mal, estou emitindo formas-pensamento negativas. Esses pensamentos carregam frequência baixa e podem atingir quem estiver vibrando em sintonia com esse campo.
Quando odeio meu chefe, minha mãe, meu vizinho, o cobrador, o gato ou qualquer pessoa, crio laços energéticos com aquilo que estou odiando. Quanto mais fixo o pensamento, mais forte fica a ligação entre mim e o outro.
Por isso, antes de julgar obsessores desencarnados, precisamos olhar para nós mesmos. Quantas vezes drenamos energia dos outros? Quantas vezes tentamos dominar, humilhar, subjugar, prejudicar ou atormentar alguém pela força do pensamento e da intenção?
Os outros também podem nos obsediar
Do mesmo modo que podemos obsediar outras pessoas, também podemos receber obsessão de pessoas encarnadas. Quando alguém deseja nosso mal, sente inveja intensa, nos persegue mentalmente ou alimenta ódio contra nós, cria uma conexão energética negativa.
Essa pessoa pode drenar nossa energia e nos enviar formas-pensamento que prejudicam nosso equilíbrio. Isso acontece porque tudo é frequência vibracional. Pensamentos e sentimentos não ficam presos dentro da cabeça; eles se movimentam e criam vínculos.
Assim, a obsessão não começa apenas no plano espiritual. Ela também acontece na convivência diária, nos conflitos, nas mágoas, nas perseguições e nos desejos negativos que circulam entre pessoas encarnadas.
Existem obsessores desencarnados inocentes
Entre os obsessores desencarnados, existe uma categoria mais inocente. São pessoas que morreram e não sabem que morreram, ou que se recusam a aceitar a morte. Permanecem próximas da dimensão terrestre, repetindo hábitos que tinham em vida.
Se a pessoa gostava de beber, pode continuar frequentando bares depois da morte. Ao encontrar alguém encarnado com o mesmo hábito, aproxima-se, acopla-se ao campo energético e passa a absorver um pouco da sensação provocada pela bebida.
Nesse caso, a obsessão nasce por afinidade. O desencarnado não quer necessariamente destruir ninguém. Ele apenas se aproxima de quem vibra no mesmo hábito. Quando o encarnado decide parar, o espírito tenta impedir porque não quer perder aquela fonte.
Hábitos atraem companhias semelhantes
Todo hábito atrai seres em sintonia com ele. Quem gosta de música pode atrair consciências ligadas à música. Quem gosta de pintura pode atrair seres ligados à pintura. Isso faz parte da comunicação entre dimensões e nem sempre é negativo.
O problema começa quando o hábito prende, enfraquece ou desequilibra. Se uma pessoa decide parar de beber, mas há desencarnados acostumados a se alimentar daquela energia, eles podem tentar convencê-la a continuar no mesmo comportamento.
A pessoa passa a lutar contra duas forças: o próprio vício e a influência de quem não quer que ela mude. Com determinação e mudança de frequência, esses seres percebem que ela não voltará ao antigo padrão e se afastam.
O obsessor vingativo nasce do laço de ódio
Existe também o obsessor vingativo. Esse é mais difícil. Pode nascer de conflitos antigos, inclusive de outras vidas. Alguém foi prejudicado, morreu com ódio e prometeu perseguir o outro até sentir que houve algum tipo de justiça.
Esse laço pode atravessar encarnações. A pessoa desencarna com raiva, depois reencontra o outro em nova vida e continua tentando cobrar aquilo que acredita ser uma dívida. Enquanto não houver perdão, o vínculo permanece ativo.
Nesses casos, mentores podem tentar aproximar as partes em novas relações, como pai e filho, mãe e filho ou outros vínculos afetivos. O objetivo é transformar o laço de ódio em algum tipo de compreensão e amor.
O perdão rompe laços de obsessão
O perdão é fundamental porque laços de rancor, mágoa e vingança podem se perpetuar por muito tempo. Enquanto as partes continuam presas ao ódio, uma drena a outra, persegue a outra e mantém a mesma história girando.
Quando uma das consciências expande a compreensão, o processo pode começar a mudar. Ela percebe que a vingança não leva a lugar nenhum. O perdão não apaga o que aconteceu, mas quebra a ligação que mantém a obsessão ativa.
Por isso, devemos ter cuidado com o que fazemos ao próximo. Prejudicar, humilhar, destruir ou ferir alguém pode criar consequências profundas. A obsessão muitas vezes nasce de ações que geraram dor e não foram resolvidas.
Existem obsessores profissionais
Outra categoria são os obsessores profissionais. Eles compreendem melhor os processos energéticos e atuam de forma organizada. No plano astral, energia é algo extremamente valioso. Muitos seres de frequência baixa acreditam que precisam roubar energia dos outros.
Essa energia existe em tudo e poderia ser captada gratuitamente pelo contato com o Criador. Mas esses seres estão tão revoltados, fechados e densos que se recusam a aceitar essa fonte. Por isso, tentam retirar energia de encarnados.
Os encarnados possuem energia mais densa e também ectoplasma, que é muito valorizado no plano astral. Essa energia pode ser usada para sustentar estruturas, alimentar sistemas e manter atividades de grupos que vivem em regiões densas.
O umbral funciona por sintonia vibracional
Ninguém vai para o umbral como castigo arbitrário. A consciência vai para regiões compatíveis com sua própria frequência vibracional. Depois da morte, cada ser é atraído para campos semelhantes ao que cultivou em pensamentos, sentimentos e ações.
Nas regiões mais densas, existem seres em grande perda de energia, medo e confusão. Alguns são escravizados por consciências mais inteligentes e manipuladoras, que usam ameaças, tortura psicológica e controle para obrigá-los a trabalhar.
Esses seres muitas vezes saem em busca de energia em ambientes onde encontram pessoas vibrando baixo. Eles só conseguem se conectar com quem está em sintonia semelhante. Frequência baixa abre a porta para esse tipo de drenagem.
Obsessores se conectam pela mesma frequência
Um obsessor não consegue se ligar facilmente a alguém que está em frequência muito diferente da dele. Se a pessoa está em equilíbrio, paz, consciência e vibração mais elevada, muitas vezes ele nem consegue percebê-la com clareza.
Por isso, os obsessores procuram ambientes de baixa frequência. Bares, brigas familiares, vícios, raiva, ciúmes, medo, tristeza profunda e descontrole emocional oferecem abertura para que eles se aproximem e drenem energia.
Quando uma casa está em conflito, com pessoas se atacando, gritando e alimentando ódio, a frequência do ambiente cai. Isso pode atrair consciências semelhantes, que se alimentam daquele padrão e ajudam a manter o desequilíbrio.
Alguns obsessores criam reservas de energia
Existem obsessores mais experientes que passam a acompanhar pessoas específicas. Eles percebem quem vive em frequência baixa, reclamando, brigando, alimentando tristeza, ciúme ou revolta. Depois começam a drenar energia dessa pessoa com regularidade.
É como se a pessoa virasse uma fonte diária. O obsessor sabe que pode voltar sempre, porque encontra ali uma frequência acessível. Se outro obsessor tenta se aproximar, pode até haver disputa, porque aquela fonte já foi marcada.
Quando a pessoa decide mudar, o obsessor tenta impedir. Começa a enviar pensamentos, imagens, desconfianças e emoções para rebaixar novamente a frequência. O objetivo é manter a pessoa presa ao estado vibracional que permite a conexão.
Os pensamentos nem sempre são apenas nossos
Quando alguém começa uma reforma íntima, pode perceber pensamentos estranhos surgindo com força. Ciúmes, medo, desconfiança, raiva ou ideias negativas podem ser estimulados por influências externas que tentam manter a pessoa no padrão antigo.
Se a pessoa acredita automaticamente em todos os pensamentos, pode cair na armadilha. Ela passa a alimentar aquilo, sente mais, vibra mais baixo e abre novamente o campo para a drenagem energética.
Por isso, é importante observar a mente. Nem todo pensamento precisa ser aceito como verdade. A pessoa pode reconhecer: isso não me pertence, isso não combina com o caminho que quero seguir, não vou alimentar essa frequência.
Quanto mais luz, maior a responsabilidade
Quando alguém começa a elevar sua frequência, estudar, orar, meditar e amadurecer, obsessores comuns perdem força. Mas isso não significa ausência completa de ataques. A influência pode mudar de nível e se tornar mais sutil.
Seres mais inteligentes não atacam apenas pela raiva ou pelo medo. Eles procuram fraquezas profundas. Se a fraqueza é o orgulho, alimentam o orgulho. Se é o dinheiro, alimentam o apego ao dinheiro. Se é vaidade, alimentam a vaidade.
Assim, a pessoa pode cair sem perceber. Acredita que está crescendo, mas começa a se sentir superior, especial, iluminada ou intocável. O orgulho rebaixa a frequência e abre uma nova porta para a obsessão.
O orgulho pode destruir trabalhos espirituais
Muitos trabalhos espirituais começam com boa intenção. A energia é positiva, o grupo ajuda pessoas e o líder tem vontade real de servir. Mas, aos poucos, o orgulho pode entrar e transformar tudo.
Quando o líder começa a se achar maior que os outros, mais importante, mais iluminado ou indispensável, o trabalho perde equilíbrio. O orgulho do dirigente contamina o campo e pode destruir aquilo que começou com uma energia boa.
Esse tipo de influência é muito sutil. O obsessor não precisa dizer pensamentos negativos. Basta alimentar a sombra certa. Se a pessoa não observa o próprio ego, pode confundir assédio com crescimento espiritual.
Obsessores esperam nossas quedas de frequência
Quanto mais energia uma pessoa acumula, mais visível ela fica para certos grupos. Ela se torna uma fonte valiosa. Alguns obsessores podem simplesmente esperar o momento em que a frequência dela cair para tentar se conectar.
Às vezes, bastam alguns minutos de raiva, orgulho, medo ou descontrole. Uma ofensa na rua, uma briga, um ataque ao ego ou uma perda material podem derrubar a vibração por tempo suficiente para abrir passagem.
Depois, a pessoa pode se recuperar, mas naquele intervalo houve drenagem. Por isso, quanto mais consciência alguém desenvolve, mais precisa vigiar pensamentos, sentimentos, reações e pontos fracos.
A proteção verdadeira é elevar a frequência
A verdadeira proteção contra obsessores não está em amuletos, simpatias, objetos, superstições ou rituais mecânicos. Esses recursos podem até ajudar simbolicamente algumas pessoas, mas não resolvem se o padrão vibracional continua o mesmo.
Se a pessoa vai a um centro, recebe ajuda e melhora por alguns dias, mas volta aos mesmos pensamentos, sentimentos e hábitos, a abertura permanece. O obsessor pode se afastar por um tempo, mas encontra novamente a mesma porta aberta.
A única proteção real é manter a frequência vibracional mais elevada. Isso exige autorresponsabilidade, reforma íntima, mudança de hábitos, controle dos pensamentos, cuidado com os sentimentos e uma postura mais consciente diante da vida.
Árvore que não pega vento não cria raiz
A existência permite esse tipo de desafio porque ele obriga a consciência a amadurecer. Árvore que não pega vento não cria raiz. Se nada nos pressionasse, talvez permanecêssemos na zona de conforto, sem observar pensamentos, sentimentos e sombras.
De certo modo, os seres negativos nos empurram para a luz. Quando nos incomodam, assediam e tentam nos derrubar, mostram onde ainda estamos vulneráveis. Para sair do alcance deles, precisamos melhorar nossa frequência.
Por isso, a obsessão pode se tornar um chamado ao crescimento. Ou melhoramos a qualidade dos pensamentos e sentimentos, ou continuamos apanhando dos mesmos padrões. A escolha é dura, mas também é clara.
Orai e vigiai pensamentos e sentimentos
Jesus ensinava: orai e vigiai. Vigiar não é ter medo o tempo todo. É observar o que estamos pensando e sentindo. Quando surgem pensamentos densos, desejos negativos, raiva, inveja, orgulho ou medo, precisamos perceber rapidamente.
No começo, esse controle é difícil. Muitos padrões vêm de anos ou até de muitas vidas. Mas, com treino, a oscilação diminui. A pessoa começa a cair menos, sustentar melhor o equilíbrio e perceber quando algo estranho tenta entrar.
Quanto mais a frequência se estabiliza, mais difícil fica para os obsessores acessarem o campo. É como fechar portas, colocar trancas e dificultar a invasão. Eles podem tentar, mas procuram alvos mais fáceis quando encontram resistência.
A reforma íntima fecha as brechas
A reforma íntima é necessária porque obsessores avançados não atacam apenas por fora. Eles procuram brechas internas: orgulho, vaidade, apego, medo, raiva, necessidade de reconhecimento, carência, inveja e desejo de poder.
Enquanto essas sombras estiverem descontroladas, haverá pontos de entrada. Por isso, em tradições iniciáticas, antes de trabalhar com energias mais fortes, a pessoa precisava desenvolver caráter, ética, equilíbrio emocional e domínio do próprio ego.
Mexer com energia sem maturidade pode ser perigoso. Abrir portas espirituais sem conhecer a si mesmo aumenta riscos. Quanto mais sensível e energético alguém se torna, mais precisa de retidão interior e responsabilidade.
O ego maduro dificulta a obsessão
Um ego maduro não se abala facilmente com ofensas, perdas materiais ou críticas. Se alguém bate no carro, ele entende que é apenas um objeto. Se alguém xinga na rua, ele não entrega a própria paz à opinião externa.
Quando a autoimportância diminui, as brechas também diminuem. Se a pessoa já não depende tanto da imagem, do dinheiro, da aprovação e da posse, fica mais difícil derrubar sua frequência por esses caminhos.
O grande trabalho é esse: amadurecer o ego, equilibrar as sombras e compreender melhor a realidade. Enquanto qualquer pequena provocação derruba a vibração, a pessoa continua oscilando e abrindo espaço para influências densas.
Obsessores mostram onde ainda precisamos crescer
No fim, obsessores não devem ser vistos apenas como monstros externos. Eles revelam o quanto ainda precisamos aprender sobre pensamento, sentimento, frequência vibracional, perdão, responsabilidade e domínio interior.
Também precisamos reconhecer que nós mesmos podemos obsediar outros quando desejamos mal, alimentamos ódio ou tentamos controlar alguém. A mudança começa quando paramos de olhar apenas para fora e observamos a nossa própria participação.
A proteção verdadeira nasce de dentro. Quanto mais elevamos a frequência, cuidamos dos pensamentos, purificamos sentimentos e amadurecemos o ego, menos acessíveis ficamos. A liberdade espiritual começa quando assumimos responsabilidade pelo que vibramos.